domingo, 20 de março de 2011

Mochileiros.com

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Japão - uma nação em regeneração



É impossível deixar de escrever sobre a enorme tragédia que está acontecendo no Japão, este país de tradição e cultura milenares, com seu povo ordeiro, respeitoso, educado, obcecado pelo trabalho, pela produtividade, pela qualidade, exemplo para o mundo todo de prosperidade a partir do trabalho, da transformação inteligente de matérias-primas importadas. Terra de templos magníficos, de paisagens estonteantes, dos trens de alta velocidade, da tecnologia de ponta, com governo sério, baixos níveis de corrupção e criminalidade...


Daqui somente podemos nos solidarizar, irmanar e rezar, enviar Luz e energias positivas. É doloroso ver na TV pessoas com crianças no colo em pé, ao relento, sem água, energia elétrica, com temperaturas próximas do zero. Talvez nem todos saibam que a imigração nipônica, em nosso acolhedor país, conta com um milhão e meio de descendentes totalmente integrados na vida do Brasil, em absoluto, a maior colônia do Sol Levante ao redor do planeta


No entanto, sabemos que nada acontece por acaso, que a Mente Universal é perfeita, que aplica com justiça implacável a lei do carma, talvez até do carma coletivo... Sabemos que a Natureza engloba os quatro reinos e dispõe de incrível poder, manifestado pelos quatro elementos, que puseram sua fúria imensa em ação, fornecendo aos que se acham todo-poderosos, como se ainda fosse necessário, mais um aviso; neste ponto, quase um ultimato. 


Estamos no limite. 
A Terra literalmente botou pra quebrar. As imagens mostraram o terremoto, o maremoto, o fogo das explosões das centrais nucleares, com incrível clareza, para o mundo todo. As imagens mostram a fragilidade do ser humano e de suas criações, as mentiras balbuciadas frente aos microfones da TV, por humanos em estados de choque, esperando, torcendo agora que o quarto el emento, o ar, com seus ventos favoráveis, direcione para o mar a morte invisível, as nuvens radioativas que as falhas dos reatores espalharam sobre o nordeste da ilha. Os quatro elementos tinham o objetivo bem definido e o golpearam sem piedade. 


É difícil interpretar a mensagem? 
Talvez -mesmo após Hiroshima e Nagasaki, duas páginas negras da história da Humanidade-, as empresas locais sedentas de energia elétrica ainda continuem confiando na atualizada tecnologia nuclear, totalmente segura, de acordo com quem constrói as centrais, silenciosamente mortal quando ocorrem falhas. 


Creio poderia tratar-se de algo assim:
Chega! Basta. Fora com a energia nuclear. 
- Vamos empregar a energia solar em todas suas formas. (O fogo em ação).
- Vamos implementar a energia eólica (o vento - ar) em ação.
- Vamos utilizar as turbinas a vapor movidas à biomassa (a terra) em ação.
- Vamos aproveitar as energias das ondas e das marés (a águ a em ação).
E ainda restam as opções de andar mais a pé ou de bicicleta...


Sei bem que ninguém pode julgar, mas precisamos buscar as causas muito além da aparência do mero acaso; descobrir o porquê de tanta dor e destruição, buscar capitalizar a informação obtida, mudar de rumo, de valores, de hábitos, de conceitos, de sentimentos, de fontes de energia e até de alimentos. 


Talvez a sociedade japonesa tenha esquecido um pouco de seus valores essenciais, tenha se endurecido, ficando egoísta demais, separatista demais, esquecendo até dos seus emigrantes e filhos que, deixando o Brasil, indo procurar trabalho na terra de seus avôs, somente conseguem serviços pesados, morando longe e sendo considerados pelos nativos como cidadãos de segunda categoria... 


Pecado contra a Unidade
Talvez as pessoas tenham se tornado materialistas demais, vivendo uma vida superficial, vazia, correndo desesperadamente atrás de maya --a ilusão-- esquecendo-se da transitoriedade da passagem pelo planeta e de que todos têm uma missão a desempenhar, única e especial.
Ou ainda se esqueçam da exclusão, da desigualdade das classes sociais e dos demais comportamentos e situações -como a de não conseguir entrar na faculdade- que podem criar desespero e depressão, resultando em taxas de suicídio que assustam pela magnitude e regularidade, mantendo-se nos últimos anos por volta de 30.000 casos/ano, próximas da taxa de homicídios do Brasil se compararmos os diferentes números dos habitantes.

E algo bateu forte quando as imagens mostraram os navios de pesca e uma infinidade de outros barcos em meio aos destroços, a quilômetros da costa, jogados lá como se uma mão gigantesca os tivesse capturado e tirado definitivamente de sua sinistra e sangrenta missão.Mero acaso também? Talvez não tenham percebido o quanto feriram e estão ferindo o mar e suas criaturas, ao caçar sem descanso, do oceano Ártico ao Antártico, as inofensivas e majestos as baleias, alegando necessidade de realizar pesquisa científica sobre esses cetáceos... 


Pecado contra a Natureza 
E os Guias me lembram que ainda há muitos seres vivos, na China e Coréia, os quais testemunharam as atrocidades perpetradas pelas tropas de ocupação japonesas contra a população civil, incluindo crianças.
E este seria o pecado maior, desta vez contra a Humanidade.


O ponto é provavelmente o seguinte: quanto maior o drama, o desastre -infelizmente- maior será o aprendizado. O resgate do que foi cometido é líquido e certo. Não tem esquecimento, pois precisamos passar de fase, evoluir, crescer como seres humanos.É a história do plantio. Semeou vento? Irá colher tempestade.
Semeou amor, voltará bem-aventurança, alegria, felicidade para todos os envolvidos. Terá, então, passado de fase e novos desafios aparecerão para serem superados, sempre usando a mesma mágica vareta: o Amor Incondicional.

Namastê. 

segunda-feira, 7 de março de 2011

O poder da Internet está em suas mãos!


Meus Amigos / Minhas Amigas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «em repúdio ao atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre e pedido de medidas»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N7285
Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.
Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!
Obrigado,
Vanderlei José Torroni

quinta-feira, 3 de março de 2011

Antes morrer de bicicleta

Uma vez eu falei para a Talita, minha guia espiritual em termos de bicicleta, que não dava para dizer que era seguro pedalar na Paulista se a Márcia Prado – ciclista que morreu atropelada na avenida em 2009 – era responsável, sabia as regras de trânsito e usava os equipamentos de segurança quando foi esmagada brutalmente por um ônibus. Ela me respondeu que, no mesmo dia, dois pedestres haviam sido atropelados há poucos quarteirões dali, só que as notícias sobre a Márcia tinham sido muito maiores.
Alguns dias depois da morte de Márcia, ciclistas amigos dela fizeram uma manifestação pedindo segurança no trânsito. Um policial disse que eles estavam atrapalhando o tráfego e que se houvesse uma passeata para cada atropelamento na Paulista, a cidade iria parar para sempre. Fico pensando que era exatamente isso que devia acontecer: a cidade deveria parar a cada atropelamento com morte.
De alguma forma, quando um ciclista morre ele ainda é identificado como uma pessoa que morreu, recebe um nome na matéria que trata de seu atropelamento, os outros ciclistas se sente pessoalmente atingidos e fazem uma homenagem, discutem a banalidade daquela morte. Já a morte do pedestre é citada como causa de engarrafamento.
Hoje mesmo Talita me mandou uma matéria do G1 que achei chocante, embora todo dia matérias iguais sejam publicadas. Ela falava sobre um atropelamento na Paulista. No entanto, o foco da matéria não é o atropelamento em si, o estado da vítima ou que exatamente causou o acidente, mas o fato de que o corpo estendido na pista prejudicou o trânsito. A vítima não tem nem nome e foi levada em estado grave ao hospital. Duvido que amanhã informem se morreu, se ficou aleijada.
Na minha opinião, seria uma questão ética que a morte (ou quase morte) de uma pessoa fosse o centro da matéria, nunca, jamais, um detalhe de tráfego. Até porque engarrafamento em São Paulo é não-notícia. Notícia não é quando o cachorro morde a pessoa, mas quando a pessoa morde o cachorro. Tem engarrafamento em São Paulo todo santo dia, ninguém precisa ler o G1 para saber disso. Ok, também tem atropelamento todo santo dia, mas, se vamos dar essa não-notícia, que ela seja pro lado das pessoas, não dos carros.


Como ninguém se sente pedestre – embora todo mundo seja! – não haverá manifestação alguma, lembrança alguma. Esse apagamento dos detalhes, do nome, virtualiza o problema. Márcia tem um nome. Eu nunca tinha andando de bicicleta na Paulista e já sabia o nome dela, logo, já sabia que se eu morresse ali haveria um precedente. Não saber o nome do pedestre, não sentir nenhuma empatia por ele nos causa uma impressão de conforto, quase como se o ônibus não estivesse virando a cinco centímetros do nosso nariz naquela maldita esquina da Onofre.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O andarilho

Esta criatura errante, nômade de seu tempo, está à procura de algo, e isso é certo. Será que ele vê a hora de voltar para o lugar ao qual e pertence? Cansado, abatido, um estranho dentro de si mesmo. Por Rafael Albuquerque

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