segunda-feira, 19 de março de 2012

Estacionar bike em São Paulo hoje em dia


Se já não é tão simples driblar os carros e andar de bicicleta em São Paulo, estacioná-la nas ruas da cidade é mais um desafio. Nem sempre a técnica de amarrá-la no poste ou em árvore é segura e as opções de bicicletários públicos são escassas. Pensando nisso, alguns bares e restaurantes da cidade não apenas reservam um espacinho para a bicicleta dos clientes como passaram a oferecer um serviço extra: o valet para bikes.



É como se você estivesse chegando de carro: para na porta do bar, desce e entrega a "chave" para o manobrista - no caso, a bicicleta inteira. Ele sobe na bike e vai estacionar para você, não sem antes entregar um papelzinho, que deve ser validado ou pago na saída para recebê-la na hora de ir embora.

É o que acontece na Cervejaria Nacional, bar inaugurado no ano passado em Pinheiros, na zona oeste da capital, onde o serviço foi lançado há poucos meses. Lá, enquanto o motorista paga R$ 15 para deixar o carro no valet, o ciclista paga apenas R$ 5. Por causa do serviço exclusivo, acabou virando "point" de passeios noturnos de ciclistas.
O único problema é controlar a quantidade de chopes ingeridos para poder guiar a bicicleta depois. "Tem de controlar a dose. Duas cervejas, para mim, é o suficiente. A partir daí, fica arriscado", diz o empresário Ricardo Maskalenka, de 37 anos, frequentador do bar. Antes do valet, ele tinha uma só alternativa: amarrava a bike no poste.

A lei seca ainda não pega quem anda de bicicleta após beber, mas, para Maskalenka, nem é necessário. "Bicicleta é outra onda, não tem motor, o motor é o pé. Andamos em velocidade baixa, somos quase pedestres", defende o empresário.
No cafezinho. Grande parte da "clientela ciclista" do Octavio Café, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, é de gente que está voltando de parques (o do Ibirapuera ou o do Povo, os mais próximos dali) ou que usa a Ciclofaixa de Lazer da Avenida Brigadeiro Faria Lima aos domingos.

Lá, o serviço de valet para bike também funciona. "Se um motorista pode ter a mordomia do valet, por que o ciclista não? Essa moda deveria pegar em shoppings também", afirma o técnico em Informática Felipe Vieira, de 28 anos.
No Octavio Café, o valet é gratuito para quem consome algo e carimba o tíquete do "estacionamento" na hora de pagar a conta.

Em eventos. De tanto se queixar da falta de infraestrutura quando ia aos lugares da cidade de bike, Eduardo Grigoletto, de 39 anos, transformou o problema em negócio. Ele é um dos sócios da Ciclomídia, empresa que oferece serviço de valet para bikes em grandes eventos, como shows e jogos de futebol. Recentemente, montou a estrutura na Bienal de Arquitetura de São Paulo e em um encontro na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

Grigoletto e a sua equipe não só estacionam a bike alheia como guardam todos os acessórios que o ciclista carrega, como capacete, mochila e luzes de sinalização. "Não precisa ficar carregando na mochila toda a tralha. Você deixa suas coisas, a gente faz um inventário de tudo e dá um tíquete com seu número", explica o empresário.


"Nem precisa se preocupar com o cadeado", garante Grigoletto. Ele conta que o serviço geralmente é gratuito para o usuário final e é pago pela organização do evento ou patrocinadores da festa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Palestra Chirs Carlsson - Fundação Getulio Vargas São Paulo – 29/02/2012


Palestra Chirs Carlsson - Fundação Getulio Vargas São Paulo – 29/02/2012



Quando pedalávamos pelas ruas as pessoas gritavam, sai da rua, cresce, cresça e apareça, compra um carro. E eu estava Bicicletando há 15 anos. Eu estou fazendo um favor para o motorista, eu não sou um carro. Eu não estou gerando poluição. Eles deviam passar e dizer “obrigado! Você não está de carro. O ar está um pouco mais limpo, tem menos transito”.



Era frustrante não ter um pouco de reconhecimento, de respeito, por uma coisa que na verdade ajuda a todos. A partir desta frustração nós resolvemos, vamos nos encontrar uma vez por mês, no mesmo lugar, encher a rua de bicicletas e não haverá lugar para os carros. Depois cada um de nós irá para a sua casa.  Funcionou bem. As pessoas se divertiam. Foi muito eufórico. Nós não sabíamos o que ia acontecer e a coisa decolou a partir de então.



Vocês já devem saber. Tem muitos de vocês que tem este tipo de experiência. Senão, arruma uma bicicleta e participe da próxima Bicicletada, em São Paulo ou em sua cidade. Porque, ai você vai entender do que eu estou falando. Porque você nunca vai saber do que eu estou falando até que participe. Eu posso falar muita coisa e você dizer “eu compreendo”. Não. Você não compreende, até que participe.



O espaço que isto envolveu foi um espaço social publico em movimento pela cidade. Não foi esperando nada do poder público. Não pedimos nada a ninguém. Era fazer a mudança naquele momento. Quando você faz isso, você sente a mudança hoje, minha vida é melhor, hoje. Porque eu estava andando de bicicleta com meus amigos. Isso é coisa boa e nós precisamos mais disso. Mas também, nestes espaços, conversas aconteciam, discussões, politicagem, filosofia, coisas que não dá para a gente conversar quando estamos na balada, devido a musica alta.



Muitas iniciativas emergiram a partir do Critical Mass. Na Itália, na América do Norte, na Espanha. Talvez aqui também. Algumas são o faça você mesmo, a “bike kitchen”, as oficinas de compartilhamento de habilidade de conserto de bicicletas. Se eu vou para a oficina de bicicleta e digo para você consertar a minha bicicleta. Você diz. Não. Eu posso te ensinar a consertar a sua bicicleta. Somente isto. Se precisar de ajuda, nós ajudamos. Então tá. Você não está comprando um serviço no sentido mercadológico. Você está recebendo um presente, um talento. Além de amigos, você terá a capacidade técnica de consertar o seu próprio veículo.







As pessoas começam a se encontrar. Pessoas de raças diferentes, níveis diferentes, classes sociais diferentes. A pessoa do meu lado pode ter 12 anos. É um menino pequeno. Normalmente eu não tenho muito assunto com este menino, mas temos uma coisa em comum agora e somos iguais. Ele pode me mostrar coisas, e eu a ele também. Talvez eu conheça um bairro que ele não conheça na cidade. Talvez ele tenha curiosidade e nós podemos ir pedalando até lá. Quem sabe nós podemos compartilhar uma refeição juntos. Tudo é possível.

Mas na nossa sociedade, talvez aqui seja assim também, vivemos vidas muito segregadas, separadas por classe, raça, e a gente tem a sensação que não podemos nos relacionar com pessoas que não são como eu. Em todos os nossos blogs e Facebook, a gente só se relaciona com pessoas que são como nós. A gente precisa de espaços púbicos físicos na cidade, onde a gente aprenda a conhecer as pessoas e a confiar nelas. Isso acontece nas hortas comunitárias, Bicicletadas diurnas e noturnas, nas oficinas, em performances de ruas, balé, teatro, etc.

Estamos tentando de novo a possibilidade de uma revolução humana. Que as pessoas não só se juntem como trabalhadores, mas humanos a fundo, não como trabalhadores consumidores, nunca mais isto. Queremos fazer o mundo em que vamos viver. O mundo em que vivemos hoje é uma sobra patética do que ele pode ser. Todo mundo neste planeta poderia viver bem, se este fosse o propósito do sistema. Está é a nossa meta. Nós não estamos nem tentando o direito. Conversando a respeito disso, no entanto há recurso suficiente para todos.

Precisamos mudar muita coisa que a gente fabrica hoje. Tem coisas que fabricamos que é burrice. Deveria parar. A gente poderia fechar bancos, propagandas, produção bélica, seguros. Indústrias inteiras. Esta máquina planetária está destruindo não só a nossa mente, mas também o planeta fisicamente.

Então podemos começar a mudar com estas pequenas coisas. Temos ainda esta chance. Às vezes até inconscientemente.  Com o já dizia um grande pensador: “O sistema imunológico da terra que são os trinta milhões de ambientalistas que continuam a fazer este trabalho de formiguinha”.

Eu quero convidar vocês a pensar no seu próprio trabalho. No quer que seja. Numa parte do que vocês façam hoje, que talvez seja útil. Quanto do que vocês fazem hoje. Até no emprego mais legal. Que parte disso é realmente é útil e que parte é burrice. Se todos nós levantássemos amanhã e nos perguntássemos “o que faremos hoje, aonde iremos”. Vamos começar. Juntos podemos começar a fazer com que ela seja linda.    














Patrocinadores:


Fotos e texto Vanderlei Torroni

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SP terá sistema de aluguel de bikes com 1ª hora grátis


Serão entre 3 mil e 5 mil bicicletas e as horas adicionais custarão R$ 5; bancos vão disputar patrocínio da proposta

A Prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de um sistema de aluguel de bicicletas na cidade e abriu uma disputa entre os dois maiores bancos privados do País. A administração fixou um prazo de 30 dias para que Itaú e Bradesco apresentem suas propostas para colocar entre 3 mil e 5 mil bicicletas nas ruas da capital. O sistema não terá custo algum ao município e a primeira hora de uso será gratuita.



O objetivo dos bancos com o projeto é explorar a publicidade que será colocada nas bicicletas, de maneira a aproveitar mais uma brecha da Lei Cidade Limpa. Na visão das empresas, essa será uma das poucas possibilidades no curto prazo para expor suas marcas pela cidade. A exploração publicitária vai ocorrer da seguinte forma: duas placas de 3 cm cada na parte dianteira da bicicleta e duas placas na parte traseira, de 10 cm cada.



"Não haverá ônus nenhum para a Prefeitura. E as bicicletas vão ter a primeira hora de aluguel gratuita. Depois, serão cobrados R$ 5 por hora adicional", explica a arquiteta Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura, órgão que aprovou ontem o sistema. Monteiro adianta que o modelo será "quase igual" ao implementado no Rio, onde o Itaú instalou 60 estações por bairros do centro e da zona sul, com 600 bicicletas. Lá, os usuários podem checar pela internet quantas bikes estão disponíveis em cada um dos bicicletários.


A expertise do Bradesco é diferente. O banco, por meio da seguradora Bradesco Seguros, coordena a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo desde 2009. Atualmente, são 40 km de percurso interligando parques de São Paulo todo domingo e feriado. "No início, o Bradesco queria fazer o empréstimo só nos fins de semana, na área da Ciclofaixa. Mas agora os dois bancos querem fazer o programa de empréstimo a semana toda, de segunda a segunda", diz Monteiro.



A Prefeitura acredita que vai receber as propostas dos bancos em até 30 dias. "Os bicicletários se tornam parte do mobiliário urbano a partir dessa autorização", declarou a presidente da CPPU. Procurados, nenhum dos bancos quis se pronunciar.






Deixe sua bike segura nas estações da CPTM

Quando a Secretaria dos Transportes Metropolitanos coloca como prioridade a integração dos meios de transporte, de maneira eficiente e com qualidade, é porque entende a necessidade da maioria das pessoas que usam vários meios de locomoção. Mas também leva em consideração as necessidades e costumes individuais. Este é o caso de quem usa, gosta ou tem necessidade de se deslocar por meio de bicicleta. Por isso, a STM decidiu intensificar a implantação de bicicletários nas estações do Metrô e CPTM, que hoje somam 30 unidades. Os terminais de ônibus da EMTU seguem pelo mesmo caminho e quatro locais específicos para guardar as bicicletas já funcionam. Outra iniciativa nesse sentido é o programa que permite o transporte de bicicletas nos trens, aos finais de semana e feriados.




Os bicicletários estimulam os trabalhadores que moram relativamente perto das estações da CPTM a se locomover de bicicleta, deixando o equipamento guardado em segurança até a volta para casa.

No total, são 16  bicicletários, que juntos oferecem 4.807 vagas, distribuídas da seguinte forma:

Linha 7 – Rubi
  • Caieiras (67 vagas)
Linha 8 – Diamante
  • Jandira (48 vagas)
  • Itapevi (480 vagas)
  • Engº. Cardoso - 160 vagas
Linha 9 – Esmeralda
  • Ceasa - 144 vagas
  • Villa-Lobos - Jaguaré - 233 vagas
  • Cidade Universitária - 60 vagas
  • Pinheiros - 13 vagas
  • Vila Olimpia - 94 vagas
  • Autódromo - 261 vagas
  • Jurubatuba - 262 vagas
  • Primavera-Interlagos - 226 vagas
  • Grajaú - 178 vagas
Linha 10 – Turquesa
  • Mauá - 1968 vagas
  • Tamanduateí - 164 vagas
  • Santo André - 334 vagas
Linha 11 – Coral
  • Calmon Viana - 84 vagas
Linha 12 – Safira
  • Comendador Ermelino – 196 vagas
  • Itaim Paulista – 256 vagas
  • Jardim Helena / Vila Mara – 256 vagas
  • Jardim Romano – 240 vagas
  • USP Leste – 270 vagas
Para cadastramento da bicicleta, o ciclista deve:
  • Preencher e assinar a ficha de cadastro de forma legível;
  • Entregar a ficha de cadastro ao segurança do bicicletário;
  • Apresentar a documentação de identificação com foto;
A utilização do bicicletário por ciclistas menores de 12 anos somente será permitida com o acompanhamento de um adulto responsável.

Central de informações: 0800 055 0121


Fontes Estadão e Stm.:









Valets buscam e entregam bikes em SP


Cervejaria, café e grandes eventos oferecem serviço antes exclusivo a cliente \"motorizado\"; ciclistas aderem por conforto e segurança

Se já não é tão simples driblar os carros e andar de bicicleta em São Paulo, estacioná-la nas ruas da cidade é mais um desafio. Nem sempre a técnica de amarrá-la no poste ou em árvore é segura e as opções de bicicletários públicos são escassas. Pensando nisso, alguns bares e restaurantes da cidade não apenas reservam um espacinho para a bicicleta dos clientes como passaram a oferecer um serviço extra: o valet para bikes.

É como se você estivesse chegando de carro: para na porta do bar, desce e entrega a "chave" para o manobrista - no caso, a bicicleta inteira. Ele sobe na bike e vai estacionar para você, não sem antes entregar um papelzinho, que deve ser validado ou pago na saída para recebê-la na hora de ir embora.
É o que acontece na Cervejaria Nacional, bar inaugurado no ano passado em Pinheiros, na zona oeste da capital, onde o serviço foi lançado há poucos meses. Lá, enquanto o motorista paga R$ 15 para deixar o carro no valet, o ciclista paga apenas R$ 5. Por causa do serviço exclusivo, acabou virando "point" de passeios noturnos de ciclistas.

O único problema é controlar a quantidade de chopes ingeridos para poder guiar a bicicleta depois. "Tem de controlar a dose. Duas cervejas, para mim, é o suficiente. A partir daí, fica arriscado", diz o empresário Ricardo Maskalenka, de 37 anos, frequentador do bar. Antes do valet, ele tinha uma só alternativa: amarrava a bike no poste.

A lei seca ainda não pega quem anda de bicicleta após beber, mas, para Maskalenka, nem é necessário. "Bicicleta é outra onda, não tem motor, o motor é o pé. Andamos em velocidade baixa, somos quase pedestres", defende o empresário.

No cafezinho. Grande parte da "clientela ciclista" do Octavio Café, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, é de gente que está voltando de parques (o do Ibirapuera ou o do Povo, os mais próximos dali) ou que usa a Ciclofaixa de Lazer da Avenida Brigadeiro Faria Lima aos domingos.
Lá, o serviço de valet para bike também funciona. "Se um motorista pode ter a mordomia do valet, por que o ciclista não? Essa moda deveria pegar em shoppings também", afirma o técnico em Informática Felipe Vieira, de 28 anos.
No Octavio Café, o valet é gratuito para quem consome algo e carimba o tíquete do "estacionamento" na hora de pagar a conta.
Em eventos. De tanto se queixar da falta de infraestrutura quando ia aos lugares da cidade de bike, Eduardo Grigoletto, de 39 anos, transformou o problema em negócio. Ele é um dos sócios da Ciclomídia, empresa que oferece serviço de valet para bikes em grandes eventos, como shows e jogos de futebol. Recentemente, montou a estrutura na Bienal de Arquitetura de São Paulo e em um encontro na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

Grigoletto e a sua equipe não só estacionam a bike alheia como guardam todos os acessórios que o ciclista carrega, como capacete, mochila e luzes de sinalização. "Não precisa ficar carregando na mochila toda a tralha. Você deixa suas coisas, a gente faz um inventário de tudo e dá um tíquete com seu número", explica o empresário.

"Nem precisa se preocupar com o cadeado", garante Grigoletto. Ele conta que o serviço geralmente é gratuito para o usuário final e é pago pela organização do evento ou patrocinadores da festa.

Fonte Estadão:


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Projeto Social Urbano Bicicloteca dá a volta por cima


Seis meses  após a criação do projeto “Bicicloteca”, o Gaucho Robson Mendonça, 60 anos, pretende expandir para outras regiões em São Paulo.

“Foram seis meses de incertezas e muito trabalho”, diz Robson Mendonça, criador do projeto social paulistano “Bicicloteca”, que atende exclusivamente os moradores de rua na área central da cidade de São Paulo, distribuindo livros através da mobilidade ciclística. A ação obteve várias premiações em 2011, dentre elas o de “Literatura Unifor 2011”. Seu próximo passo agora será a expansão do projeto para outras regiões de São Paulo.








A informação é oficial e foi anunciada em 11/02, em solenidade no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo(http://www.mcb.org.br/). O ex agropecuarista e ex morador de rua de São Paulo, idealizador deste projeto, recebeu uma doação de 10 novas bicicletas. Todas doadas por uma empresa de advocacia em São Paulo A Porto Advogados(http://www.porto.adv.br/). Os proprietários optaram por substituir uma festa de comemoração dos 75 anos de atividade, pela doação ao projeto. Agora, segundo Robson, a segunda fase é procurar parcerias com “ONGs”, para adquirir voluntariado na atuação com as Biciclotecas, nas regiões carentes de São Paulo. 








"O que mais desejo agora é procurar “ONGs” sérias para me ajudar a levar o meu projeto a outras áreas de São Paulo. Vamos agora atuar nas periferias", disse Robson. "As pessoas menos capacitadas, principalmente os moradores de rua, precisam da extensão deste projeto".

O projeto ganhou visibilidade e tornou-se famoso graças à colaboração da sociedade. Estiveram presentes no evento, o Presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, o vereador José Police Neto e o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, como também integrantes da sociedade Paulistana.






A tarde foi aberta com um vídeo apresentando a história de vida de Robson Mendonça e inúmeras matérias da imprensa. Seguiu-se depois com a solenidade de doação das bicicletas e uma seção de fotos.









Fotos e texto Vanderlei Torroni


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Inaugurado mais 5 km de ciclovia Rio Pinheiros em São Paulo


Inaugurado mais 5 km de ciclovia Rio Pinheiros em São Paulo

Na ultima Sexta Feira, dia 10/02, a CPTM inaugurou mais 5 km da primeira fase novo trecho ciclovia paralela ao Rio Pinheiros, entre as estações Vila Olímpia e Cidade Universitária, totalizando 19 km de extensão.




As obras contemplam serviços de pavimentação, sinalização horizontal e vertical, além da implantação de dois acessos pela estação Santo Amaro e cidade Universitária e de três novos pontos de apoio, com banheiro, bebedouro e atendimento aos ciclistas: em Santo Amaro, Cidade Jardim e Cidade Universitária. Somando os dois existentes no acesso pela Av. Miguel Yunes e na Vila Olímpia, serão cinco pontos de apoio.





Para o segundo semestre, estão previstos três novos acessos. O da estação Morumbi, que a exemplo do acesso de Santo Amaro, é resultado da readequação do mezanino à passarela interna da estação, por meio de rampa, visando facilitar o deslocamento entre a ciclovia e a estação. Os outros dois acessos serão por meio de passarelas de uso exclusivo para os ciclistas: uma ligará a ciclovia ao Parque Villa-Lobos e a outra ao Parque do Povo, próximo à ponte Cidade Jardim.




Na atual passarela na estação Vila Olímpia, o acesso é feito através de escadas (ciclista) e caneleta lateral (bicicleta), sendo extremamente difícil aos ciclistas o deslocamento da bike. A CPTM informa que todas as novas rampas de acesso são especificas e facilitam o transporte do ciclista. Mas esta ainda não é a mais adequada.






Para o Designer Gaucho de 33 anos, Rodrigo Quaresma, que mora no Brooklin, zona Sul de São Paulo há 3 anos, e que passeia com o filho Nicolas Quaresma de 3 anos, a ciclo via é muito bem-vinda. Neste Sábado foi a primeira vez que utiliza a ciclovia e ficou impressionado com a sinalização e segurança, e aprova mais esta opção de lazer para os ciclistas. Gostaria que em um futuro próximo, as pessoas utilizassem como rota diária para o trabalho. Para ele, a vantagem da ciclo via, em relação a clico faixa, ou ciclo rota, é a ausência de veículos e pedestres em volta, ou até mesmo na própia via.  





Hoje, a ciclovia paralela ao Rio Pinheiros, está com 19 km de extensão. A cidade possui um total 36 km, conforme informação site prefeitura. A cidade de Santos possui 21 km. Guarujá possui 40 km. Praia Grande possui 48,5 km. Sorocaba possui 70 km. O Rio de Janeiro possui 240 km e a Holanda tem mais de 20 mil km de ciclo vias. Quando olharemos com mais atenção para esta necessidade urbana,

Legislação

- São Paulo /SP - Em São Paulo existe a lei 14.266 de 06 de fevereiro de 2007 de autoria do político Chico Macena que cria o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo, reconhece a bicicleta como veículo, define bicicletário, ciclovia, paraciclo, faixas compartilhadas, cria integração com sistemas de transporte público e prevê a instalação de bicicletários e paraciclos em locais de grande fluxo de pessoas.

Fonte informação - Assessoria de Imprensa CPTM, Wikipédia e Prefeituras.
Texto e Fotos – Vanderlei Torroni

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pedalando por São Paulo Sábado 04/02/2012 - 2º Etapa

Olá amigos,

Neste ultimo Sábado pedalei por São Paulo, a um sol a pino de 34 graus, mas precisava cumprir um compromisso na Ciclovia de Pinheiros. Alguns amigos Uruguaios me pediram para divulgar passeios em parques em nossa Cidade de São Paulo.

Aproveitei, e para começar tirei algumas fotos na ciclovia da Marginal Pinheiros.

Ciclovia às margens do Rio Pinheiros

Trecho de 14 km vai da Estação Autódromo da CPTM até Vila Olímpia.


Existem alguns pontos de apoio no decorrer da ciclovia, mapa, segurança, água, banheiros e muita conversa para se jogar fora com os amigos ciclistas que descansam por lá. Temos atrás um bicicletário, só que quem projetou acredito que não anda de bike, pois, quem é que deixaria a sua bike, mesmo que com cadeado se estar a sua vista.

Durante todo o tempo em que fiquei no local, só vi uma garota corajosa deixando lá. Os demais deixavam parada na frente da área comum.



Neste ponto sentido Autódromo de Interlagos temos uma boa reta, mas quem se arrisca a ir sozinho, depois do único caso de assalto na história da ciclovia, quem??. E o cheirinho que vem do rio, nem se fala.


A parte mais bonita da ciclovia, na minha opinião, é parte da ponte estaiada.






Quem sabe em um futuro longínquo, todos ou grande parte dos funcionários dos inúmeros empreendimentos comerciais, utilizarão a ciclovia para locomoção casa-trabalho e vice-versa.

Deus existe...






História do Parque do Ibirapuera

A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa "pau podre ou árvore apodrecida" em língua tupi; "ibirá", árvore, "puera", o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.


Já na década de 1920, o então prefeito da cidade - José Pires do Rio - idealizou a transformação daquela área em um parque semelhante aos existentes na Europa e Estados Unidos da América, como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço, no entanto, frustrou a idéia, até que um modesto funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, apaixonado por plantas, iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos, cujo objetivo era a drenagem do solo e a eliminação do excesso de umidade.


Uma das entradas.

Muita grama para piquenique e banho de sol..


Bambuzal para ficar refrescando a sombra e vendo a paisagem.


Existem muitas obras de arte pelo parque a fora, ou a dentro....rs


Um dos lados onde temos o museu afro-Brasil e um restaurante. Já almocei e não achei caro.


Olha a criança começando a pedalar.


Monumento às Bandeiras é uma obra de arte executada pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret, e foi erguida na região centro-sul da cidade, na Praça Armando Salles de Oliveira, tendo sido encomendada pelo governo de São Paulo em 1921.
escultura com 240 blocos de granito, cada um pesando aproximadamente 50 toneladas, com cinqüenta metros de comprimento e dezesseis de altura, foi inaugurada em 1954, juntamente com o Parque do Ibirapuera para as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo.

O Famoso empurra, empurra. Show, este que é um dos monumentos mais visitados de São Paulo.









Temos ainda grande uma agenda de shows no auditório do Ibirapuera. Vale a pena pedalar até lá e ficar a toa ouvindo uma boa musica. Confiram.

www.auditorioibirapuera.com.br/


Lá temos uma grande área livre que é coberta, onde sempre temos praticantes de patins, skate, Bikes, entre outros.




Ainda temos o lago do Ibirapuera.



Muita ciclovia e muita gente bonita também.






Infra-Estrutura e Administração

Portões 3, 4 e 5
De segunda-feira a domingo
Tel.: (55-11) 5574 - 5177

Entrada para os bolsões do Estacionamento:

Portão 3 - Av. Pedro Álvares Cabral e Portão 7 - Av. República do Líbano (nos demais portão acessa a pé)

Estrutura:

O aluguel de bicicletas no Parque Ibirapuera é feito próximo ao Portão 3. O responsável pelo serviço é Flávio, que aluga somente bicicletas individuais pelo preço de R$ 5,00 a hora. O seu telefone de contato é 055-11-8753-1617.

- Pista de Cooper de 1.500 metros;
- Pista de corrida de 6 mil metros, que contorna o gradil do parque;
- Ciclofaixa de 3 mil metros;
- Campo de futebol de saibro;
- Restaurante;
- Praça de jogos próxima a sede da Guarda Civil Metropolitana (GCM), com 5 mesas de pingue-pongue e 6 mesas de xadrez / damas;
- Banca de jornal e revistas;
- 2 lanchonetes;
- 2 Playgrounds;
- 7 quadras poliesportivas;
- Viveiro Manequinho Lopes;
- Divisão de Fauna;
- Herbário Municipal;
- Planetário Professor Aristóteles Orsini;
- Escola Municipal de Astrofísica;
- Escola de Jardinagem;
- Pavilhão Japonês;
- Museu Afro Brasil (Pavilhão Manoel da Nóbrega);
- Museu de Arte Moderna (MAM);
- Jardim de Esculturas;
- Fundação Bienal e Porão das Artes (Pavilhão Ciccillo Matarazzo);
- Museu de Arte Contemporânea (MAC - Pavilhão Ciccillo Matarazzo);
- Oca (Pavilhão Governador Lucas Nogueira Garcez);
- Praça Burle Marx;
- Praça da Paz;
- Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira;
- Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (UMAPAZ).



Mais um pouquinho..

No final do ano passado surgiu umas Bikes diferentes. Era o artista internacional Olafur Eliasson



EGO EM PERSPECTIVA

A idéia de colocar os valores em xeque chega às pessoas por meio de luzes e espelhos. Os trabalhos têm a ambição não declarada de fazer o público olhar para si mesmo de um jeito novo.





http://www.olafureliasson.net/works.html

World Bike Tour 2012 transforma pedaladas em eletricidade. No final do ano, na avenida Paulista, foi instalado um grande gerador de energia movido a pedaladas.

Evento promove a conscientização e busca incentivar os paulistanos a pedalarem em busca de uma melhor qualidade de vida







www.worldbiketour.net/



Para a saideira apresentoA Casa das Rosas- Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura é um Centro Cultural localizado na Avenida Paulista 37, em um dos últimos casarões da avenida mais movimentada do país. A atmosfera onírica da antiga construção e seu jardim, em contraste com a moderna estrutura urbana, traduz o que a Casa das Rosas representa: um refúgio onde toda a expressão poética encontra seu espaço. Um território onde a liberdade artística se materializa, por meio de saraus, recitais, lançamentos de livros, peças de teatro, exposições e qualquer outro formato que privilegie a difusão da poesia e da arte em geral.


A poesia encontra na Casa das Rosas um espaço completamente democrático, onde se pretende desfazer preconceitos e qualquer paradigma negativo sobre a arte poética. É também o primeiro espaço público do país destinado à poesia, sendo batizado como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, em homenagem ao poeta paulistano, falecido em 2003.




http://www.casadasrosas-sp.org.br/

Bem, então, acho que atendi ao pedido dos hermanos Uruguaios. Logo mais, apresentarei um outro parque, que recebe muito bem os ciclistas de São Paulo e região metropolitana. Também fotografarei alguma cosita mas, que achar legal no caminho de ida ou de volta..


Até mais amigos.