terça-feira, 27 de março de 2012

Pedal por diversas áreas de São Paulo 10/03/2012

Olá amigos,

Semanalmente vou para o trabalho de bicicleta e depois de analisar alguns percursos e modais de locomoção, definitivamente, o melhor é ir de bike para o trabalho. Menor custo financeiro, tempo e principalmente grande ganho físico e psicológico. As pessoas no meu trabalho me acham meio esquisito, ninguém fala, mas está estampado nas expressões faciais. Não esquento a cabeça, até porque ninguém paga as minhas contas, certo.

Bom, vamos lá. Na praça Apecatu tem uma situação meio esquisita. Temos faixas de pedestres em todo o contorno da praça, mas nenhuma calçada para que as pessoas não molhem os seus calçados e não pisem no barros que se forma devido ao desgaste da grama onde se forma trilhas.


Olha a senhora com seus sapatos limpos. Imaginem se tivesse molhado devido a chuva. Definitivamente a cidade de São Paulo é feita somente e exclusivamente para os carros. Décadas de domínio da industria automobilística consolidaram este modelo social, urbano e comportamental nas grandes cidades.



Neste dia fiz uma brincadeira em meu posto de trabalho, colocando capacete e luvas. Uma brincadeira com vocês. Bem que o modelo de comportamento profissional dos empresários e gestores poderia ser de apoio a mobilidade urbana através do uso da bicicleta.







No bicicletário na empresa em que trabalho temos muitas vagas e poucas bikes. O pessoal que inicialmente conquistou este espaço acabou saindo da empresa e eu cheguei a ser o único a estacionar poe um tempo. Não ligo para ser um dos últimos dos moicanos, mas teve um dia que me senti um marciano. Todos entrando em seus carrões e eu saindo na minha bike. Agora se renovou a turma e temos até bikes estilo vintage. Veja que bela esta bike.




Um belo dia ocorreram fortes chuvas e o transito ficou caótico na região oeste de Sp. Veja as fotos que tirei da janela do meu andar no trabalho. Eu sai depois e fui embora tranquilamente, enquanto os carros levaram horas em meio ao transito.







Até no centro de São Paulo tínhamos transito parado(vale do Anhangabaú - http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/230-vale-do-anhangabau).


Parei no Shopping Light(http://www.shoppinglight.com.br/) este que fica no antigo prédio da companhia de energia de São Paulo(http://www.sampa.art.br/historia/light/) para fazer umas comprinhas e aproveitei para tirar uma foto do Teatro Municipal (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/theatromunicipal/).



Ao passar pela Praça do Patriaca tínhamos voluntários animando com festinhas de carnaval os moradores de rua. Muito bom estes projetos sociais.


Todo o centro velho tem prédios antigos das décadas de 20, 30 em diante.




Particularmente uma das duas ruas que mais curto em São Paulo é a Rua Augusta, de baixo. Muitos bares, casas de shows, academias, galerias, teatros, etc.

Gosto deste que se chama Caos(http://caosaugusta.tumblr.com/). Vale a pena conhecer.




Ao lado da Camará de Vereadores da Cidade de São Paulo temos uma área comum em que temos pistas para skate. Neste local a prefeitura fez inúmeras grafitagens e são umas das mais belas da cidade. Os caras da Worx são o máximo(http://www.worxrow.com.br/).











Também temos outra turma de grafiteiros que fazem grafites em bancas de jornais. Temos várias em São Paulo e ainda não descobrirei que são eles. Logo mais descobrirei e postarei mais fotos.




Aproveitei para passar no local onde foi vitimada a nossa amiga ciclista Juliana Dias. Tínhamos ainda alguns protestos solitários.
(http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/03/video-mostra-protesto-apos-morte-de-ciclista-atropelada-por-onibus-em-sp.html).



O Ministério Público de São Paulo está apurando denúncia contra CET (órgão gestor do trânsito na capital paulista) e Denatran (Departamento Nacional de Trânsito)por se omitirem de impor o cumprimento da lei que obriga motoristas a guardar 1,5 metro de distância de bicicletas. 



No dia 1 de dezembro de 2011, à Promotoria de Patrimônio Público, no Ministério Público de São Paulo ,, instaurou uma petição de representação contra a CET e Denatran. O tema da petição é essa denúncia: CET e Denatran são omissos na questão da fiscalização e aplicação do artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (lei do um metro e meio), com prejuízo real e comprovado para a vida dos ciclistas que circulam pela cidade. Quanto à gravidade da omissão daqueles órgãos, é sabido que a impunidade gera um ambiente propício para o desrespeito às leis e à criminalidade. Junto à petição, foram anexados artigos e reportagens provando a omissão da CET e Denatran na aplicação do artigo 201 do CTB. 


Autora da ação é a cicloativista e repórter Sabrina Duram.






Inúmeras grafitagens sinalizam uma silenciosa reivindicação pelo espaço do ciclista.






Esta na Cardeal do Arco Verde tem até uma frase inteligente. "A alforria do transito é um transporte público de verdade".


Próximo a ultima grafitagem temos a Necrópole se São Paulo quem mais parece o filme "The Return of the Living Dead "(A Volta dos Mortos Vivos -  O Retorno dos Mortos Vivos), é um filme Trash dos anos 80 do ano de 1985.

Show este filme==> (http://youtu.be/A3ehWyT5LEk)




O Cemitério São Paulo, também denominado Necrópole São Paulo, é um dos 22 cemitérios mantidos pelo Serviço Funerário do Município de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Rua Cardeal Arcoverde, entre os bairros de Pinheiros e Vila Madalena.

Foi inaugurado em 1926, como reflexo da superlotação nos aristocráticos cemitérios da Consolação e do Araçá, tornando-se um novo local para abrigar os jazigos da elite paulistana. Possui 104 mil metros quadrados de área e registra mais de 140 mil sepultamentos desde sua fundação.

Abriga um grande número de mausoléus e monumentos funerários projetados por escultores de renome, como Victor BrecheretGalileo Emendabili e Luigi Brizzolara, destacando-se algumas obras de referência na arte tumular do país.



http://publicidadepinheiros.blogspot.com.br/2010/06/necropole-sao-paulo.html

Várias grafitagens pelas ruas de São Paulo.



Uma escadaria na Vila Madalena é escondida e ao se achar chama a atenção.

http://besidecolors.com/turismo-do-grafitti-em-sao-paulo-escadaria-av-cardeal-arco-verde/









Nascida “Antarctica Paulista – Fábrica de Gelo e Cervejaria”, em 1888, na Água Branca, local aonde já funcionava um abatedouro de suínos chamado “Antarctica”, a fábrica de cervejas, primeira no gênero no país, tornou-se o que os publicitários costumam chamar de case de sucesso, pois já integra o imaginário coletivo das pessoas com seus produtos.

A Antarctica teve seu primeiro anúncio publicado no então jornal “A Província de São Paulo”, atual Estado de São Paulo, em 13 de março de 1889: “Cerveja Antarctica em garrafa e em barril – encontra-se à venda no depósito da fábrica à Rua Boa Vista, 50”. Sob a perspectiva do contexto histórico, o Brasil passou da fase colonial para a República, em 1889. Nesta época, o Brasil efetivamente iniciava seu processo de industrialização. Era, também, o período de forte onda imigratória, que trazia para o país mão de obra para a lavoura, mas também para as nascentes indústrias de São Paulo. O decreto n. 164 de 17 de janeiro de 1890 regulamentou e deu novas liberdades à existência das Sociedades Anônimas. Então no dia 9 de fevereiro de 1891 foi oficialmente fundada a “Companhia Antarctica Paulista” como sociedade anônima, com 61 acionistas, dentre os quais, João Carlos Antonio Zerrenner, alemão, e Adam Ditrik Von Bülow, dinamarquês, ambos naturalizados brasileiros e proprietários da empresa Zerrenner, Bülow e Cia., exportadora e corretora de café. Eles importaram equipamentos da Alemanha para modernizar a produção de cerveja e os financiaram para a Antarctica.

http://www.saopauloantiga.com.br/antarctica-paulista/


Hoje em dia a antiga fabrica que ajudou no crescimento da nossa cidade de São Paulo está fadada a ação de vândalos e pixadores. Não sabemos de nenhuma ação efetiva afim de restaurar este grande patrimônio Paulista.





Uma sábia, mas tardia decisão, da administração municipal: o fatídico, maldito, mal planejado e ridículo projeto do “Fura-Fila”, herança da catastrófica gestão Paulo Maluf-Celso Pitta, não será mais um corredor exclusivo para ônibus. Em seu lugar, ficará um tipo de metrô leve (Veículo Leve sobre Trilhos – VLT), operado pelo Metrô e garantindo real agilidade no transporte de passageiros.

A mudança tem base num estudo entregue em dezembro passado a Secretaria de Transportes Metropolitanos, relatando que, pelo projeto original, o atual Expresso Tiradentes já chegaria completamente saturado à zona leste. Substituindo os ônibus pelo VLT, aumentaria não só a capacidade do transporte, como sua agilidade.
Com a mudança, o tempo de viagem entre a Cidade Tiradentes, no extremo leste paulistano, e a região central será de 50 minutos. Hoje, no corredor exclusivo, o trajeto leva duas horas. Fora do corredor, mais de 3 horas! Como é sofrido viver nessa cidade…

O projeto será transferido para o governo estadual, com repasse de R$ 1 bilhão do município previstos para investimentos em obras do metrô.

Como ressalta a reportagem da Folha, depois de 11 anos da novela Fura-Fila (depois “Paulistão”, na gestão Marta Suplicy), já foram gastos R$ 950 milhões dos NOSSOS bolsos para construir só 10,7 km dos 33 previstos – ou seja, ainda faltam 22 quilômetros para conclusão e serão gastos outros R$ 2,3 BILHÕES!!! Quando tudo ficará pronto? A previsão é 2012.


http://sponibus.wordpress.com/2008/06/15/o-eterno-fura-fila/







Finalizando meu passeio em datas distintas, mas em sua grande maioria no sábado dia 10/03/2012.

Vou também começãr a visitar as igrejas de São Pailo e: 

Começando pela  Basílica de Nossa Senhora do Carmo na R. Martiniano de Carvalho 114 – Bela Vista (São Paulo - SP


O Convento, a Igreja e parte do Colégio foram projetados pelo arquiteto polonês Georg Przyrembel, que participou da Semana de Arte Moderna de 22. Przyrembel esteve em Ouro Preto estudando a arquitetura colonial brasileira, e no novo projeto soube aproveitar as obras sacras da antiga igreja, como os dois altares (estão no altar-mor, um sobre o outro) e os parapeitos dos janelões. As pinturas foram feitas pelo italiano Tulio Mugnaini e as Vias Sacras por C. Oswald.

O prédio foi entregue em 1934 e no dia 1o de abril, a Páscoa daquele ano, o arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva, deu a bênção episcopal. Em 1940 a igreja foi efetivada como paróquia e teve como primeiro vigário o frei Batista Blenke. No dia 10 de dezembro de 1949, o bispo carmelita D. Eliseu van de Weijer sagrou a Igreja, preparando-a assim para a sua elevação à categoria de basílica menor. Em 13 de maio de 1950 foi elevada Basílica pelo Papa Pio XII, por ocasião  do VII Centenário do Santo Escapulário.










Bom amigos, 

finalizo por hoje este caminho por diversas áreas da Cidade de São Paulo.



segunda-feira, 19 de março de 2012

Estacionar bike em São Paulo hoje em dia


Se já não é tão simples driblar os carros e andar de bicicleta em São Paulo, estacioná-la nas ruas da cidade é mais um desafio. Nem sempre a técnica de amarrá-la no poste ou em árvore é segura e as opções de bicicletários públicos são escassas. Pensando nisso, alguns bares e restaurantes da cidade não apenas reservam um espacinho para a bicicleta dos clientes como passaram a oferecer um serviço extra: o valet para bikes.



É como se você estivesse chegando de carro: para na porta do bar, desce e entrega a "chave" para o manobrista - no caso, a bicicleta inteira. Ele sobe na bike e vai estacionar para você, não sem antes entregar um papelzinho, que deve ser validado ou pago na saída para recebê-la na hora de ir embora.

É o que acontece na Cervejaria Nacional, bar inaugurado no ano passado em Pinheiros, na zona oeste da capital, onde o serviço foi lançado há poucos meses. Lá, enquanto o motorista paga R$ 15 para deixar o carro no valet, o ciclista paga apenas R$ 5. Por causa do serviço exclusivo, acabou virando "point" de passeios noturnos de ciclistas.
O único problema é controlar a quantidade de chopes ingeridos para poder guiar a bicicleta depois. "Tem de controlar a dose. Duas cervejas, para mim, é o suficiente. A partir daí, fica arriscado", diz o empresário Ricardo Maskalenka, de 37 anos, frequentador do bar. Antes do valet, ele tinha uma só alternativa: amarrava a bike no poste.

A lei seca ainda não pega quem anda de bicicleta após beber, mas, para Maskalenka, nem é necessário. "Bicicleta é outra onda, não tem motor, o motor é o pé. Andamos em velocidade baixa, somos quase pedestres", defende o empresário.
No cafezinho. Grande parte da "clientela ciclista" do Octavio Café, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, é de gente que está voltando de parques (o do Ibirapuera ou o do Povo, os mais próximos dali) ou que usa a Ciclofaixa de Lazer da Avenida Brigadeiro Faria Lima aos domingos.

Lá, o serviço de valet para bike também funciona. "Se um motorista pode ter a mordomia do valet, por que o ciclista não? Essa moda deveria pegar em shoppings também", afirma o técnico em Informática Felipe Vieira, de 28 anos.
No Octavio Café, o valet é gratuito para quem consome algo e carimba o tíquete do "estacionamento" na hora de pagar a conta.

Em eventos. De tanto se queixar da falta de infraestrutura quando ia aos lugares da cidade de bike, Eduardo Grigoletto, de 39 anos, transformou o problema em negócio. Ele é um dos sócios da Ciclomídia, empresa que oferece serviço de valet para bikes em grandes eventos, como shows e jogos de futebol. Recentemente, montou a estrutura na Bienal de Arquitetura de São Paulo e em um encontro na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

Grigoletto e a sua equipe não só estacionam a bike alheia como guardam todos os acessórios que o ciclista carrega, como capacete, mochila e luzes de sinalização. "Não precisa ficar carregando na mochila toda a tralha. Você deixa suas coisas, a gente faz um inventário de tudo e dá um tíquete com seu número", explica o empresário.


"Nem precisa se preocupar com o cadeado", garante Grigoletto. Ele conta que o serviço geralmente é gratuito para o usuário final e é pago pela organização do evento ou patrocinadores da festa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Palestra Chirs Carlsson - Fundação Getulio Vargas São Paulo – 29/02/2012


Palestra Chirs Carlsson - Fundação Getulio Vargas São Paulo – 29/02/2012



Quando pedalávamos pelas ruas as pessoas gritavam, sai da rua, cresce, cresça e apareça, compra um carro. E eu estava Bicicletando há 15 anos. Eu estou fazendo um favor para o motorista, eu não sou um carro. Eu não estou gerando poluição. Eles deviam passar e dizer “obrigado! Você não está de carro. O ar está um pouco mais limpo, tem menos transito”.



Era frustrante não ter um pouco de reconhecimento, de respeito, por uma coisa que na verdade ajuda a todos. A partir desta frustração nós resolvemos, vamos nos encontrar uma vez por mês, no mesmo lugar, encher a rua de bicicletas e não haverá lugar para os carros. Depois cada um de nós irá para a sua casa.  Funcionou bem. As pessoas se divertiam. Foi muito eufórico. Nós não sabíamos o que ia acontecer e a coisa decolou a partir de então.



Vocês já devem saber. Tem muitos de vocês que tem este tipo de experiência. Senão, arruma uma bicicleta e participe da próxima Bicicletada, em São Paulo ou em sua cidade. Porque, ai você vai entender do que eu estou falando. Porque você nunca vai saber do que eu estou falando até que participe. Eu posso falar muita coisa e você dizer “eu compreendo”. Não. Você não compreende, até que participe.



O espaço que isto envolveu foi um espaço social publico em movimento pela cidade. Não foi esperando nada do poder público. Não pedimos nada a ninguém. Era fazer a mudança naquele momento. Quando você faz isso, você sente a mudança hoje, minha vida é melhor, hoje. Porque eu estava andando de bicicleta com meus amigos. Isso é coisa boa e nós precisamos mais disso. Mas também, nestes espaços, conversas aconteciam, discussões, politicagem, filosofia, coisas que não dá para a gente conversar quando estamos na balada, devido a musica alta.



Muitas iniciativas emergiram a partir do Critical Mass. Na Itália, na América do Norte, na Espanha. Talvez aqui também. Algumas são o faça você mesmo, a “bike kitchen”, as oficinas de compartilhamento de habilidade de conserto de bicicletas. Se eu vou para a oficina de bicicleta e digo para você consertar a minha bicicleta. Você diz. Não. Eu posso te ensinar a consertar a sua bicicleta. Somente isto. Se precisar de ajuda, nós ajudamos. Então tá. Você não está comprando um serviço no sentido mercadológico. Você está recebendo um presente, um talento. Além de amigos, você terá a capacidade técnica de consertar o seu próprio veículo.







As pessoas começam a se encontrar. Pessoas de raças diferentes, níveis diferentes, classes sociais diferentes. A pessoa do meu lado pode ter 12 anos. É um menino pequeno. Normalmente eu não tenho muito assunto com este menino, mas temos uma coisa em comum agora e somos iguais. Ele pode me mostrar coisas, e eu a ele também. Talvez eu conheça um bairro que ele não conheça na cidade. Talvez ele tenha curiosidade e nós podemos ir pedalando até lá. Quem sabe nós podemos compartilhar uma refeição juntos. Tudo é possível.

Mas na nossa sociedade, talvez aqui seja assim também, vivemos vidas muito segregadas, separadas por classe, raça, e a gente tem a sensação que não podemos nos relacionar com pessoas que não são como eu. Em todos os nossos blogs e Facebook, a gente só se relaciona com pessoas que são como nós. A gente precisa de espaços púbicos físicos na cidade, onde a gente aprenda a conhecer as pessoas e a confiar nelas. Isso acontece nas hortas comunitárias, Bicicletadas diurnas e noturnas, nas oficinas, em performances de ruas, balé, teatro, etc.

Estamos tentando de novo a possibilidade de uma revolução humana. Que as pessoas não só se juntem como trabalhadores, mas humanos a fundo, não como trabalhadores consumidores, nunca mais isto. Queremos fazer o mundo em que vamos viver. O mundo em que vivemos hoje é uma sobra patética do que ele pode ser. Todo mundo neste planeta poderia viver bem, se este fosse o propósito do sistema. Está é a nossa meta. Nós não estamos nem tentando o direito. Conversando a respeito disso, no entanto há recurso suficiente para todos.

Precisamos mudar muita coisa que a gente fabrica hoje. Tem coisas que fabricamos que é burrice. Deveria parar. A gente poderia fechar bancos, propagandas, produção bélica, seguros. Indústrias inteiras. Esta máquina planetária está destruindo não só a nossa mente, mas também o planeta fisicamente.

Então podemos começar a mudar com estas pequenas coisas. Temos ainda esta chance. Às vezes até inconscientemente.  Com o já dizia um grande pensador: “O sistema imunológico da terra que são os trinta milhões de ambientalistas que continuam a fazer este trabalho de formiguinha”.

Eu quero convidar vocês a pensar no seu próprio trabalho. No quer que seja. Numa parte do que vocês façam hoje, que talvez seja útil. Quanto do que vocês fazem hoje. Até no emprego mais legal. Que parte disso é realmente é útil e que parte é burrice. Se todos nós levantássemos amanhã e nos perguntássemos “o que faremos hoje, aonde iremos”. Vamos começar. Juntos podemos começar a fazer com que ela seja linda.    














Patrocinadores:


Fotos e texto Vanderlei Torroni

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SP terá sistema de aluguel de bikes com 1ª hora grátis


Serão entre 3 mil e 5 mil bicicletas e as horas adicionais custarão R$ 5; bancos vão disputar patrocínio da proposta

A Prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de um sistema de aluguel de bicicletas na cidade e abriu uma disputa entre os dois maiores bancos privados do País. A administração fixou um prazo de 30 dias para que Itaú e Bradesco apresentem suas propostas para colocar entre 3 mil e 5 mil bicicletas nas ruas da capital. O sistema não terá custo algum ao município e a primeira hora de uso será gratuita.



O objetivo dos bancos com o projeto é explorar a publicidade que será colocada nas bicicletas, de maneira a aproveitar mais uma brecha da Lei Cidade Limpa. Na visão das empresas, essa será uma das poucas possibilidades no curto prazo para expor suas marcas pela cidade. A exploração publicitária vai ocorrer da seguinte forma: duas placas de 3 cm cada na parte dianteira da bicicleta e duas placas na parte traseira, de 10 cm cada.



"Não haverá ônus nenhum para a Prefeitura. E as bicicletas vão ter a primeira hora de aluguel gratuita. Depois, serão cobrados R$ 5 por hora adicional", explica a arquiteta Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura, órgão que aprovou ontem o sistema. Monteiro adianta que o modelo será "quase igual" ao implementado no Rio, onde o Itaú instalou 60 estações por bairros do centro e da zona sul, com 600 bicicletas. Lá, os usuários podem checar pela internet quantas bikes estão disponíveis em cada um dos bicicletários.


A expertise do Bradesco é diferente. O banco, por meio da seguradora Bradesco Seguros, coordena a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo desde 2009. Atualmente, são 40 km de percurso interligando parques de São Paulo todo domingo e feriado. "No início, o Bradesco queria fazer o empréstimo só nos fins de semana, na área da Ciclofaixa. Mas agora os dois bancos querem fazer o programa de empréstimo a semana toda, de segunda a segunda", diz Monteiro.



A Prefeitura acredita que vai receber as propostas dos bancos em até 30 dias. "Os bicicletários se tornam parte do mobiliário urbano a partir dessa autorização", declarou a presidente da CPPU. Procurados, nenhum dos bancos quis se pronunciar.






Deixe sua bike segura nas estações da CPTM

Quando a Secretaria dos Transportes Metropolitanos coloca como prioridade a integração dos meios de transporte, de maneira eficiente e com qualidade, é porque entende a necessidade da maioria das pessoas que usam vários meios de locomoção. Mas também leva em consideração as necessidades e costumes individuais. Este é o caso de quem usa, gosta ou tem necessidade de se deslocar por meio de bicicleta. Por isso, a STM decidiu intensificar a implantação de bicicletários nas estações do Metrô e CPTM, que hoje somam 30 unidades. Os terminais de ônibus da EMTU seguem pelo mesmo caminho e quatro locais específicos para guardar as bicicletas já funcionam. Outra iniciativa nesse sentido é o programa que permite o transporte de bicicletas nos trens, aos finais de semana e feriados.




Os bicicletários estimulam os trabalhadores que moram relativamente perto das estações da CPTM a se locomover de bicicleta, deixando o equipamento guardado em segurança até a volta para casa.

No total, são 16  bicicletários, que juntos oferecem 4.807 vagas, distribuídas da seguinte forma:

Linha 7 – Rubi
  • Caieiras (67 vagas)
Linha 8 – Diamante
  • Jandira (48 vagas)
  • Itapevi (480 vagas)
  • Engº. Cardoso - 160 vagas
Linha 9 – Esmeralda
  • Ceasa - 144 vagas
  • Villa-Lobos - Jaguaré - 233 vagas
  • Cidade Universitária - 60 vagas
  • Pinheiros - 13 vagas
  • Vila Olimpia - 94 vagas
  • Autódromo - 261 vagas
  • Jurubatuba - 262 vagas
  • Primavera-Interlagos - 226 vagas
  • Grajaú - 178 vagas
Linha 10 – Turquesa
  • Mauá - 1968 vagas
  • Tamanduateí - 164 vagas
  • Santo André - 334 vagas
Linha 11 – Coral
  • Calmon Viana - 84 vagas
Linha 12 – Safira
  • Comendador Ermelino – 196 vagas
  • Itaim Paulista – 256 vagas
  • Jardim Helena / Vila Mara – 256 vagas
  • Jardim Romano – 240 vagas
  • USP Leste – 270 vagas
Para cadastramento da bicicleta, o ciclista deve:
  • Preencher e assinar a ficha de cadastro de forma legível;
  • Entregar a ficha de cadastro ao segurança do bicicletário;
  • Apresentar a documentação de identificação com foto;
A utilização do bicicletário por ciclistas menores de 12 anos somente será permitida com o acompanhamento de um adulto responsável.

Central de informações: 0800 055 0121


Fontes Estadão e Stm.:









Valets buscam e entregam bikes em SP


Cervejaria, café e grandes eventos oferecem serviço antes exclusivo a cliente \"motorizado\"; ciclistas aderem por conforto e segurança

Se já não é tão simples driblar os carros e andar de bicicleta em São Paulo, estacioná-la nas ruas da cidade é mais um desafio. Nem sempre a técnica de amarrá-la no poste ou em árvore é segura e as opções de bicicletários públicos são escassas. Pensando nisso, alguns bares e restaurantes da cidade não apenas reservam um espacinho para a bicicleta dos clientes como passaram a oferecer um serviço extra: o valet para bikes.

É como se você estivesse chegando de carro: para na porta do bar, desce e entrega a "chave" para o manobrista - no caso, a bicicleta inteira. Ele sobe na bike e vai estacionar para você, não sem antes entregar um papelzinho, que deve ser validado ou pago na saída para recebê-la na hora de ir embora.
É o que acontece na Cervejaria Nacional, bar inaugurado no ano passado em Pinheiros, na zona oeste da capital, onde o serviço foi lançado há poucos meses. Lá, enquanto o motorista paga R$ 15 para deixar o carro no valet, o ciclista paga apenas R$ 5. Por causa do serviço exclusivo, acabou virando "point" de passeios noturnos de ciclistas.

O único problema é controlar a quantidade de chopes ingeridos para poder guiar a bicicleta depois. "Tem de controlar a dose. Duas cervejas, para mim, é o suficiente. A partir daí, fica arriscado", diz o empresário Ricardo Maskalenka, de 37 anos, frequentador do bar. Antes do valet, ele tinha uma só alternativa: amarrava a bike no poste.

A lei seca ainda não pega quem anda de bicicleta após beber, mas, para Maskalenka, nem é necessário. "Bicicleta é outra onda, não tem motor, o motor é o pé. Andamos em velocidade baixa, somos quase pedestres", defende o empresário.

No cafezinho. Grande parte da "clientela ciclista" do Octavio Café, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, é de gente que está voltando de parques (o do Ibirapuera ou o do Povo, os mais próximos dali) ou que usa a Ciclofaixa de Lazer da Avenida Brigadeiro Faria Lima aos domingos.
Lá, o serviço de valet para bike também funciona. "Se um motorista pode ter a mordomia do valet, por que o ciclista não? Essa moda deveria pegar em shoppings também", afirma o técnico em Informática Felipe Vieira, de 28 anos.
No Octavio Café, o valet é gratuito para quem consome algo e carimba o tíquete do "estacionamento" na hora de pagar a conta.
Em eventos. De tanto se queixar da falta de infraestrutura quando ia aos lugares da cidade de bike, Eduardo Grigoletto, de 39 anos, transformou o problema em negócio. Ele é um dos sócios da Ciclomídia, empresa que oferece serviço de valet para bikes em grandes eventos, como shows e jogos de futebol. Recentemente, montou a estrutura na Bienal de Arquitetura de São Paulo e em um encontro na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

Grigoletto e a sua equipe não só estacionam a bike alheia como guardam todos os acessórios que o ciclista carrega, como capacete, mochila e luzes de sinalização. "Não precisa ficar carregando na mochila toda a tralha. Você deixa suas coisas, a gente faz um inventário de tudo e dá um tíquete com seu número", explica o empresário.

"Nem precisa se preocupar com o cadeado", garante Grigoletto. Ele conta que o serviço geralmente é gratuito para o usuário final e é pago pela organização do evento ou patrocinadores da festa.

Fonte Estadão:


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Projeto Social Urbano Bicicloteca dá a volta por cima


Seis meses  após a criação do projeto “Bicicloteca”, o Gaucho Robson Mendonça, 60 anos, pretende expandir para outras regiões em São Paulo.

“Foram seis meses de incertezas e muito trabalho”, diz Robson Mendonça, criador do projeto social paulistano “Bicicloteca”, que atende exclusivamente os moradores de rua na área central da cidade de São Paulo, distribuindo livros através da mobilidade ciclística. A ação obteve várias premiações em 2011, dentre elas o de “Literatura Unifor 2011”. Seu próximo passo agora será a expansão do projeto para outras regiões de São Paulo.








A informação é oficial e foi anunciada em 11/02, em solenidade no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo(http://www.mcb.org.br/). O ex agropecuarista e ex morador de rua de São Paulo, idealizador deste projeto, recebeu uma doação de 10 novas bicicletas. Todas doadas por uma empresa de advocacia em São Paulo A Porto Advogados(http://www.porto.adv.br/). Os proprietários optaram por substituir uma festa de comemoração dos 75 anos de atividade, pela doação ao projeto. Agora, segundo Robson, a segunda fase é procurar parcerias com “ONGs”, para adquirir voluntariado na atuação com as Biciclotecas, nas regiões carentes de São Paulo. 








"O que mais desejo agora é procurar “ONGs” sérias para me ajudar a levar o meu projeto a outras áreas de São Paulo. Vamos agora atuar nas periferias", disse Robson. "As pessoas menos capacitadas, principalmente os moradores de rua, precisam da extensão deste projeto".

O projeto ganhou visibilidade e tornou-se famoso graças à colaboração da sociedade. Estiveram presentes no evento, o Presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, o vereador José Police Neto e o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, como também integrantes da sociedade Paulistana.






A tarde foi aberta com um vídeo apresentando a história de vida de Robson Mendonça e inúmeras matérias da imprensa. Seguiu-se depois com a solenidade de doação das bicicletas e uma seção de fotos.









Fotos e texto Vanderlei Torroni


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Inaugurado mais 5 km de ciclovia Rio Pinheiros em São Paulo


Inaugurado mais 5 km de ciclovia Rio Pinheiros em São Paulo

Na ultima Sexta Feira, dia 10/02, a CPTM inaugurou mais 5 km da primeira fase novo trecho ciclovia paralela ao Rio Pinheiros, entre as estações Vila Olímpia e Cidade Universitária, totalizando 19 km de extensão.




As obras contemplam serviços de pavimentação, sinalização horizontal e vertical, além da implantação de dois acessos pela estação Santo Amaro e cidade Universitária e de três novos pontos de apoio, com banheiro, bebedouro e atendimento aos ciclistas: em Santo Amaro, Cidade Jardim e Cidade Universitária. Somando os dois existentes no acesso pela Av. Miguel Yunes e na Vila Olímpia, serão cinco pontos de apoio.





Para o segundo semestre, estão previstos três novos acessos. O da estação Morumbi, que a exemplo do acesso de Santo Amaro, é resultado da readequação do mezanino à passarela interna da estação, por meio de rampa, visando facilitar o deslocamento entre a ciclovia e a estação. Os outros dois acessos serão por meio de passarelas de uso exclusivo para os ciclistas: uma ligará a ciclovia ao Parque Villa-Lobos e a outra ao Parque do Povo, próximo à ponte Cidade Jardim.




Na atual passarela na estação Vila Olímpia, o acesso é feito através de escadas (ciclista) e caneleta lateral (bicicleta), sendo extremamente difícil aos ciclistas o deslocamento da bike. A CPTM informa que todas as novas rampas de acesso são especificas e facilitam o transporte do ciclista. Mas esta ainda não é a mais adequada.






Para o Designer Gaucho de 33 anos, Rodrigo Quaresma, que mora no Brooklin, zona Sul de São Paulo há 3 anos, e que passeia com o filho Nicolas Quaresma de 3 anos, a ciclo via é muito bem-vinda. Neste Sábado foi a primeira vez que utiliza a ciclovia e ficou impressionado com a sinalização e segurança, e aprova mais esta opção de lazer para os ciclistas. Gostaria que em um futuro próximo, as pessoas utilizassem como rota diária para o trabalho. Para ele, a vantagem da ciclo via, em relação a clico faixa, ou ciclo rota, é a ausência de veículos e pedestres em volta, ou até mesmo na própia via.  





Hoje, a ciclovia paralela ao Rio Pinheiros, está com 19 km de extensão. A cidade possui um total 36 km, conforme informação site prefeitura. A cidade de Santos possui 21 km. Guarujá possui 40 km. Praia Grande possui 48,5 km. Sorocaba possui 70 km. O Rio de Janeiro possui 240 km e a Holanda tem mais de 20 mil km de ciclo vias. Quando olharemos com mais atenção para esta necessidade urbana,

Legislação

- São Paulo /SP - Em São Paulo existe a lei 14.266 de 06 de fevereiro de 2007 de autoria do político Chico Macena que cria o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo, reconhece a bicicleta como veículo, define bicicletário, ciclovia, paraciclo, faixas compartilhadas, cria integração com sistemas de transporte público e prevê a instalação de bicicletários e paraciclos em locais de grande fluxo de pessoas.

Fonte informação - Assessoria de Imprensa CPTM, Wikipédia e Prefeituras.
Texto e Fotos – Vanderlei Torroni